Às vezes os cantores são como uma espécie de sacerdotes capazes de catapultar as nossas almas para as alturas da liberdade em felicidade.
Amor, não tem que se acabar
Eu quero e sei que vou chegar
Até o fim, eu vou te amar
Até que a vida em mim resolva se apagar
O amor
É como a rosa num jardim
A gente cuida, a gente olha,
A gente deixa o sol bater pra crescer, pra crescer
A rosa do amor tem sempre que crescer
A rosa do amor não vai despetalar
Pra quem cuida bem da rosa
Pra quem sabe cultivar
Amor não tem que se acabar
Até o fim da minha vida eu vou te amar
Eu sei que o amor não tem
Não tem que se apagar
Até o fim da minha vida eu vou te amar
Eu sei que o amor não tem que se acabar
(Gilberto Gil)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Ana Carolina - Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar
Ana Carolina conta no vídeo a história desta canção espetacular.
Garimpeira da beleza
Te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meios seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim
Clara, noite rara, nos levando além
da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos
na escuridão
Me agarrei nos seus cabelos
Sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas
Como faz o mar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim
(Ana Carolina e Jorge Vercilo)
Garimpeira da beleza
Te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meios seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim
Clara, noite rara, nos levando além
da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos
na escuridão
Me agarrei nos seus cabelos
Sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas
Como faz o mar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim
(Ana Carolina e Jorge Vercilo)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Arnaldo Antunes - Se Tudo Pode Acontecer
E com Arnaldo Antunes tudo pode mesmo acontecer: um concerto ser ao vivo e num estúdio, o cabelo não ter patilhas, improvisar uma dança com o suporte do micro, "o deserto florescer", tudo...
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .
(2x)
(Arnaldo Antunes)
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .
(2x)
(Arnaldo Antunes)
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Ana Carolina - Aqui
E depois existe esta mulher, Ana, de voz e canções extraordinárias. Gosto particularmente desta onde alguém sincero expõe o seu "jogo" sentimental e que por isso se coloca numa aparente desvantagem na esperança de que os seus trunfos sejam muito altos para ganhar, não o jogo, mas o amor "adversário".
Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
(Ana Carolina/Antônio Villeroy)
Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
(Ana Carolina/Antônio Villeroy)
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Caetano Veloso - Nosso Estranho Amor - II
Seria quase injusto deixar a canção à sombra do filme (ver post anterior). Então aqui fica este post para se apreciar todo o valor da canção, só.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Caetano Veloso - Nosso Estranho Amor - I
Foi no século passado que o Caetano Veloso fez a canção "Nosso Estranho Amor". Mas foi neste século que ela foi adaptada para o filme "Romance". Mais de 20 anos depois a beleza de um encontro entre as belezas de diversas artes. E um encontro em que a canção parece ter sido feita de propósito para o filme.
Aqui no site oficial podemos saber muito sobre o filme: Site
Aqui neste texto podemo ler que "Romance" não é "apenas um filme de amor, mas _ e talvez principalmente _ um filme que fala sobre o amor". Texto
Não quero sugar todo o seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor
Ah! Mainha, deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar
E sigamos juntos
Ah! Neguinha, deixa eu gostar de você
Pra lá do meu coração
Não me diga nunca não
Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valham dramáticos efeitos
Mas o que está depois
Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos, mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor
(Caetano Veloso)
Aqui o Trailer Oficial: Trailer
Aqui o Videoclip:
E aqui um pouco do filme: Cena
Aqui no site oficial podemos saber muito sobre o filme: Site
Aqui neste texto podemo ler que "Romance" não é "apenas um filme de amor, mas _ e talvez principalmente _ um filme que fala sobre o amor". Texto
Não quero sugar todo o seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor
Ah! Mainha, deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar
E sigamos juntos
Ah! Neguinha, deixa eu gostar de você
Pra lá do meu coração
Não me diga nunca não
Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valham dramáticos efeitos
Mas o que está depois
Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos, mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor
(Caetano Veloso)
Aqui o Trailer Oficial: Trailer
Aqui o Videoclip:
E aqui um pouco do filme: Cena
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Toquinho e Vinícius - Samba de Orly
E este post é dedicado ao meu grande amigo Pedro Antas "que já viajou tantas canções comigo e ainda há tantas a viajar".
Vai meu irmão, pega esse avião
Você tem razão, de correr assim desse frio
Mas beija, o meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro lance mão
Pede perdão, pela duração
Dessa temporada, mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada, diz que eu vou levando
Vê como é que anda, aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
(Vinícius, Chico Buarque e Toquinho)
Vai meu irmão, pega esse avião
Você tem razão, de correr assim desse frio
Mas beija, o meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro lance mão
Pede perdão, pela duração
Dessa temporada, mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada, diz que eu vou levando
Vê como é que anda, aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
(Vinícius, Chico Buarque e Toquinho)
terça-feira, 28 de julho de 2009
Tom Jobim - Eu Não Existo Sem Você
Diria que esta musica é formalmente perfeita. Está tudo no lugar certo e qualquer alteração resultaria numa perda ou numa desarrumação. Já o poema parece mais fraquito. Parece que passa despercebido dentro da força da melodia. Parece que esta poesia e esta música podiam ter vida própria estando separadas, autónomas. Mesmo assim gosto muito da canção.
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
(Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes)
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
(Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes)
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Caetano Veloso e Djavan - Nobreza/Luz do Sol
Poética melódica em alto expoente! Até o Chico Buarque aparece abismado.
Nossa velha amizade nasceu
De uma luz que acendeu
Aos olhos de Abril
Com cuidado e espanto eu te olhei
No entanto você sorriu
Concedendo-me a graça de ver
Talhado em você a nobreza de frente
O amor se desnudando
No meio de tanta gente
Um doce descascado pra mim
Eu guardo pro fim
Pra comer demorado
Uma grande amizade é assim
Dois homens apaixonados
E sentir a alegria de ver
A mão do prazer acenando pra gente
O amor crescendo enfim
Como capim pros meus dentes
(Djavan)
--------
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha, em graça, em vida, em força, em luz
Céu azul que vem
Até onde os pés tocam a terra
E a terra inspira e exala seus azuis
Reza, reza o rio
Córrego pro rio e o rio pro mar
Reza a correnteza, roça a beira, doura a areia
Marcha o homem sobre o chão
Leva no coração uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão da infinita beleza
Finda por ferir com a mão essa delicadeza
A coisa mais querida, a glória da vida
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha, em graça, em vida, em força, em luz
(Caetano Veloso)
Nossa velha amizade nasceu
De uma luz que acendeu
Aos olhos de Abril
Com cuidado e espanto eu te olhei
No entanto você sorriu
Concedendo-me a graça de ver
Talhado em você a nobreza de frente
O amor se desnudando
No meio de tanta gente
Um doce descascado pra mim
Eu guardo pro fim
Pra comer demorado
Uma grande amizade é assim
Dois homens apaixonados
E sentir a alegria de ver
A mão do prazer acenando pra gente
O amor crescendo enfim
Como capim pros meus dentes
(Djavan)
--------
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha, em graça, em vida, em força, em luz
Céu azul que vem
Até onde os pés tocam a terra
E a terra inspira e exala seus azuis
Reza, reza o rio
Córrego pro rio e o rio pro mar
Reza a correnteza, roça a beira, doura a areia
Marcha o homem sobre o chão
Leva no coração uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão da infinita beleza
Finda por ferir com a mão essa delicadeza
A coisa mais querida, a glória da vida
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha, em graça, em vida, em força, em luz
(Caetano Veloso)
domingo, 26 de julho de 2009
Elis Regina - O Bebado e o Equilibrista
Ai mãe, que voz, que amplitude vocal e que afinação.
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...
A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!...
Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...
Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...
Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...
Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...
(João Bosco e Aldir Blanc)
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...
A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!...
Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...
Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...
Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...
Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...
(João Bosco e Aldir Blanc)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Marisa Monte - Eu sei (Na mira)
Estes pequenos momentos da vida em vídeo da Marisa Monte mostram que as canções vivem não só de uma boa música, letra e voz mas também da própria vida de quem lhes dá "vida".
Nesta canção, o genuíno torna-se, mais uma vez, genial.
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração
É um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Enquanto eu vou andando o mundo gira
E nos espera numa boa
Eu sei, eu sei,
Eu sei
(Marisa Monte)
Nesta canção, o genuíno torna-se, mais uma vez, genial.
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração
É um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Enquanto eu vou andando o mundo gira
E nos espera numa boa
Eu sei, eu sei,
Eu sei
(Marisa Monte)
quarta-feira, 1 de julho de 2009
À mesa não se canta? 2 * Marisa Monte e Velha guarda da Portela - Esta melodia
... Ou quando não é feio cantar à mesa. Lembro-me de ouvir no comentário de um filme que as sociedades actuais tinham perdido o costume de as pessoas se juntarem para cantar e que por exemplo em Nova Iorque havia bares onde se ia cantar em comunidade. Acho muito saudável e humano. Tive essa sorte nos escuteiros, nos acampamentos.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
À mesa não se canta? 1 * Jamelão e Chico - Piano na Mangueira
À mesa não se canta? Canta e bem se se puder.
domingo, 21 de junho de 2009
Fernanda Porto e Chico Buarque - Roda Viva
Um sucesso antigo do Chico Buarque aparece aqui como banda sonora do filme "Cabra-cega" de Toni Venturi. Aprecio mais nesta canção a música, muito bem conseguida e ímpar, do que a letra, um tanto ou quanto pessimista. Esta versão da "Roda Viva" num ritmo acelerado "electrónico" é como uma roupagem mais actual sem que para mim constitua uma mais-valia relevante.
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Chico Buarque - Ela é Dançarina
Proponho a criação de um subsídio qualquer que permita aos casais desorariados se encontrarem com a frequência necessária ao qualidificar da sua relação.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Marisa Monte - Ontem ao Luar
Nesta música o poema por vezes nem parece ser em português. Mas é muito giro descobrir palavras desconhecidas da nossa língua tão rica. Vou sublinhar as que me espantam (mas atenção que não são links). E saber a letra de cor? Não é para todos. Agora a onda de amor/paixão/dor é que já foi chão que deu uvas, não?
Ontem ao luar
Nós dois em plena solidão
Tu me perguntaste
O que era a dor de uma paixão
Nada respondi
Calmo assim fiquei
Mas fitando o azul do azul do céu
A lua azul eu te mostrei
Mostrando a ti dos olhos meus correr senti
Uma nívea lágrima e assim te respondi
Fiquei a sorrir por ter o prazer de ver a lágrima nos olhos a sofrer
A dor da paixão não tem explicação
Como definir o que só sei sentir
É mister sofrer para se saber
O que no peito o coração não quer dizer
Pergunto ao luar travesso e tão taful
De noite a chorar na onda toda azul
pergunto ao luar do mar a canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão
Se tu desejas saber o que é o amor
Sentir o seu calor
O amaríssimo travor do seu dulçor
Sobe o monte a beira mar ao luar
Ouve a onda sobre a areia lacrimar
Ouve o silêncio a falar da solidão
De um calado coração
A penar a derramar os prantos seus
Ouve o choro perenal a dor silente universal
E a dor maior que a dor de Deus
Se tu queres mais
Saber a fonte dos meus ais
Põe o ouvido aqui na rósea flor do coração
Ouve a inquietação da merencória pulsação
Busca saber qual a razão
Porque ele vive assim tão triste a suspirar
A palpitar em desesperação
Na teima de amar um insensível coração
Que a ninguém dirá no peito ingrato em que ele está
Mas que ao sepulcro fatalmente o levará
(Catúlo Da Paixão Cearence/ Pedro Alcântara)
Ontem ao luar
Nós dois em plena solidão
Tu me perguntaste
O que era a dor de uma paixão
Nada respondi
Calmo assim fiquei
Mas fitando o azul do azul do céu
A lua azul eu te mostrei
Mostrando a ti dos olhos meus correr senti
Uma nívea lágrima e assim te respondi
Fiquei a sorrir por ter o prazer de ver a lágrima nos olhos a sofrer
A dor da paixão não tem explicação
Como definir o que só sei sentir
É mister sofrer para se saber
O que no peito o coração não quer dizer
Pergunto ao luar travesso e tão taful
De noite a chorar na onda toda azul
pergunto ao luar do mar a canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão
Se tu desejas saber o que é o amor
Sentir o seu calor
O amaríssimo travor do seu dulçor
Sobe o monte a beira mar ao luar
Ouve a onda sobre a areia lacrimar
Ouve o silêncio a falar da solidão
De um calado coração
A penar a derramar os prantos seus
Ouve o choro perenal a dor silente universal
E a dor maior que a dor de Deus
Se tu queres mais
Saber a fonte dos meus ais
Põe o ouvido aqui na rósea flor do coração
Ouve a inquietação da merencória pulsação
Busca saber qual a razão
Porque ele vive assim tão triste a suspirar
A palpitar em desesperação
Na teima de amar um insensível coração
Que a ninguém dirá no peito ingrato em que ele está
Mas que ao sepulcro fatalmente o levará
(Catúlo Da Paixão Cearence/ Pedro Alcântara)
terça-feira, 26 de maio de 2009
Maria Rita - Valores do Passado
A música como elemento de felicidade contaminante. E é incrível como nesta canção a letra não é mais do que uma lista de nomes, sendo que a música faz o resto.
Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes
Camponeses, Apôis Fum
e o Bloco Um Dia Só
Os Corações Futuristas, Bobos em Folia
Pirilampos de Tejipió
A Flor da Magnólia
Lira do Charmion, Sem Rival
Jacarandá, a Madeira da Fé
Crisântemos Se Tem Bote e
Um Dia de Carnaval
Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé
Os Queridos Batutas da Boa Vista
E os Turunas de São José
Príncipe dos Príncipes brilhou
Lira da Noite também vibrou
E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou.
Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes
Camponeses, Apôis Fum
e o Bloco Um Dia Só
Os Corações Futuristas, Bobos em Folia
Pirilampos de Tejipió
A Flor da Magnólia
Lira do Charmion, Sem Rival
Jacarandá, a Madeira da Fé
Crisântemos Se Tem Bote e
Um Dia de Carnaval
Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé
Os Queridos Batutas da Boa Vista
E os Turunas de São José
Príncipe dos Príncipes brilhou
Lira da Noite também vibrou
E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Maria Rita - Cara Valente
Então hoje trago mais uma diva. Sabiam que os fãs podem seguir o dia-a-dia da Maria Rita aqui?: http://twitter.com/mroficial
Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir...
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração
Olha lá!
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo Cara Valente
Mas veja só
A gente sabe...
Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não...
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver
Nesse mundo de mágoas...
(Marcelo Camelo)
Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir...
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração
Olha lá!
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo Cara Valente
Mas veja só
A gente sabe...
Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não...
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver
Nesse mundo de mágoas...
(Marcelo Camelo)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Chico Buarque - Futuros Amantes
Linda esta ideia do amor imortal, que mesmo que não se concretize, mesmo que não venha a existir no agora, servirá para alguém no futuro.
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
(Chico Buarque)
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
(Chico Buarque)
Ney Matogrosso e PLAP - Disritmia + Napoleão
Fico admirado com tanta qualidade a todos os níveis nestas gravações feitas em casa.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Adriana Calcanhotto - O Poeta Aprendiz
Um poema de Vinícius sobre si próprio mas em menino. E uma canção em duas versões: uma cantada por Vinícius e a outra, no vídeo, cantada e ilustrada pela Adriana Calcanhotto.
Vinicius de Moraes - O Poeta aprendiz
Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante
Anos tinha dez
E asas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc
O olhar verde gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho
Em bola de meia
Jogando de meia-direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar
Amava era amar
Amava Leonor
Menina de cor
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Com beijos e rimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita
Por isso sofria
De melancolia
Sonhando o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser
(Vinícius de Moraes)
Vinicius de Moraes - O Poeta aprendiz
Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante
Anos tinha dez
E asas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc
O olhar verde gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho
Em bola de meia
Jogando de meia-direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar
Amava era amar
Amava Leonor
Menina de cor
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Com beijos e rimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita
Por isso sofria
De melancolia
Sonhando o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser
(Vinícius de Moraes)
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domingo, 17 de maio de 2009
Maria Bethânia - É o Amor
Mas o que é que estes poetas e compositores comem ao pequeno almoço para fazerem músicas assim? Expliquem-me lá.
Maria Bethania - E o amor
Eu não vou negar
Que sou louco por você
Estou maluco pra lhe ver
Eu não vou negar
Eu não vou negar
Sem você tudo é saudade
Você trás felicidade
Eu não vou negar
Eu não vou negar
Você é meu doce mel
Meu pedacinho de céu
Eu não vou negar
Você é minha doce amada
Minha alegria
Meu conto de fada, minha fantasia
A paz que eu preciso pra sobreviver
Eu sou o seu apaixonado
De alma transparente
Um louco alucinado
Meio inconseqüente
Um caso complicado de se entender
É o Amor
Que mexe com a minha cabeça
E me deixa assim
Que faz eu pensar em você
E esquecer de mim
Que faz eu esquecer
Que a vida é feita pra viver
É o Amor
Que veio como um tiro certo
No meu coração
Que derrubou a base forte
Da minha paixão
E fez eu entender que a vida
É nada sem você
(Zezé Di Camargo/Carlos Cezar)
Maria Bethania - E o amor
Eu não vou negar
Que sou louco por você
Estou maluco pra lhe ver
Eu não vou negar
Eu não vou negar
Sem você tudo é saudade
Você trás felicidade
Eu não vou negar
Eu não vou negar
Você é meu doce mel
Meu pedacinho de céu
Eu não vou negar
Você é minha doce amada
Minha alegria
Meu conto de fada, minha fantasia
A paz que eu preciso pra sobreviver
Eu sou o seu apaixonado
De alma transparente
Um louco alucinado
Meio inconseqüente
Um caso complicado de se entender
É o Amor
Que mexe com a minha cabeça
E me deixa assim
Que faz eu pensar em você
E esquecer de mim
Que faz eu esquecer
Que a vida é feita pra viver
É o Amor
Que veio como um tiro certo
No meu coração
Que derrubou a base forte
Da minha paixão
E fez eu entender que a vida
É nada sem você
(Zezé Di Camargo/Carlos Cezar)
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Marisa Monte - Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)
Mais Marisa em 1991.
Te espero para ver se você vem
Não te troco nessa vida por ninguém
Porque eu te amo!
Eu te quero bem
Acontece que na vida a gente tem
Que ser feliz por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor!
A semana inteira fiquei te esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando
Quando a gente ama não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isso é que eu espero
Digo ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar!
Vou pedir pra você voltar
Vou pedir pra você ficar
Eu te amo
Eu te quero bem
Vou pedir pra você gostar
Vou pedir pra você me amar
Eu te amo
Eu te adoro, meu amor!
Te espero para ver se você vem
Não te troco nessa vida por ninguém
Porque eu te amo!
Eu te quero bem
Acontece que na vida a gente tem
Que ser feliz por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor!
A semana inteira fiquei te esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando
Quando a gente ama não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isso é que eu espero
Digo ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar!
Vou pedir pra você voltar
Vou pedir pra você ficar
Eu te amo
Eu te quero bem
Vou pedir pra você gostar
Vou pedir pra você me amar
Eu te amo
Eu te adoro, meu amor!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Marisa Monte - Lenda das Sereias, Rainha do Mar
No concerto do álbum Mais em 1991.
Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e Yemanjá
São rainhas do mar
Mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaó, oquê, ialoá
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com as doces melodias
Os madrigais vão despertar
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz, ela semeia
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz, ela semeia
Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor
Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e Yemanjá
São rainhas do mar
(Vicente/Dionel/Veloso)
Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e Yemanjá
São rainhas do mar
Mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaó, oquê, ialoá
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com as doces melodias
Os madrigais vão despertar
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz, ela semeia
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz, ela semeia
Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor
Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e Yemanjá
São rainhas do mar
(Vicente/Dionel/Veloso)
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Toquinho - O Pato
Ele há o Pato do João Gilberto mas também há o Pato do Vinícius que se cantava na minha infância.
Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato
Para ver o que é que há...(2x)
O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo...
Comeu um pedaço
De genipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi prá panela...
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
(Vinicius de Moraes/Touquinho/Paulo Soledade)
Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato
Para ver o que é que há...(2x)
O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo...
Comeu um pedaço
De genipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi prá panela...
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
(Vinicius de Moraes/Touquinho/Paulo Soledade)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Arnaldo Antunes - Debaixo D'Água
Debaixo d'água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água se formando como um feto
Sereno, confortável, amado, completo
Sem chão, sem teto, sem contato com o ar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água por enquanto sem sorriso e sem pranto
Sem lamento e sem saber o quanto
Esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água ficaria para sempre, ficaria contente
Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo
Aliviado, sem perdão e sem pecado
Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia
(Arnaldo Antunes)
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água se formando como um feto
Sereno, confortável, amado, completo
Sem chão, sem teto, sem contato com o ar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água por enquanto sem sorriso e sem pranto
Sem lamento e sem saber o quanto
Esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água ficaria para sempre, ficaria contente
Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo
Aliviado, sem perdão e sem pecado
Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia
(Arnaldo Antunes)
terça-feira, 5 de maio de 2009
Adriana Calcanhotto - O Vestido
Para mim tudo é, aqui, novo, neste vídeo.
Não,eu não posso lembrar que te amei
não, eu preciso esquecer que sofri
faça de conta que o tempo passou
e que tudo entre nós terminou
e que a vida não continuou pra nós dois
caminhemos,talvez nos vejamos depois
vida comprida, estrada alongada
parto à procura de alguém
ou à procura de nada
vou indo caminhando
sem saber aonde chegar
quem sabe na volta
te encontre no mesmo lugar
Não,eu não posso lembrar que te amei
não, eu preciso esquecer que sofri
faça de conta que o tempo passou
e que tudo entre nós terminou
e que a vida não continuou pra nós dois
caminhemos,talvez nos vejamos depois
vida comprida, estrada alongada
parto à procura de alguém
ou à procura de nada
vou indo caminhando
sem saber aonde chegar
quem sabe na volta
te encontre no mesmo lugar
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Caetano Veloso - Armandinho
Gosto da capacidade que o Caetano tem de realçar os aspectos bons e positivos da vida e das pessoas. Essa atitude é transmissível pela música e contagiante. A mim faz-me sentir bem. Mais uma música desconhecida. Também desconhecia o Armandinho.
Caetano Veloso - Armandinho
Caetano Veloso - Armandinho
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Jussara Silveira, Teresa Cristina e Rita Ribeiro -
Meninas do Brasil
Não conhecia ninguém nem a música. Parece que é um projecto recente. Tem agrado.
Três meninas do Brasil, três corações democratas
Tem moderna arquitetura ou simpatia mulata
Como um cinco fosse um trio, como um traço um fino fio
No espaço seresteiro da elétrica cultura
REFRÃO
Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela, graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura
La-i-a ...
Se a beleza não carece de ambição e escravatura
Se a alegria permanece e a mocidade me procura
Liberdade é quando eu rio na vontade do assobio
Faço arte com pandeiro, matemática e loucura
Serenatas do Brasil, eu serei três serenatas
Uma é o coração febril, a outra é o coração de lata
A terceira é quando eu crio na canção um desafio
Entre o abraço do parceiro e um pedaço de amargura
REFRÃO
Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela, graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura
La-i-a ...
Se eu ganhasse o mundo inteiro, de Amélia a Doralice
De Emília a Carolina, e os mistérios de Clarice
Se teu nome principia, Marina no amor Maria
Só faria melodias com a beleza das meninas
Quando o povo brasileiro viu Irene dar risada
Clementina no terreiro restaurando a batucada
Muito além de um quarto escuro, nos olhos da namorada
Eu sonhava com o futuro das meninas do Brasil
REFRÃO
Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela, graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura
As três graças do Brasil, têm a cor da formosura
La-i-a ...~
(Moraes Moreira)
Três meninas do Brasil, três corações democratas
Tem moderna arquitetura ou simpatia mulata
Como um cinco fosse um trio, como um traço um fino fio
No espaço seresteiro da elétrica cultura
REFRÃO
Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela, graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura
La-i-a ...
Se a beleza não carece de ambição e escravatura
Se a alegria permanece e a mocidade me procura
Liberdade é quando eu rio na vontade do assobio
Faço arte com pandeiro, matemática e loucura
Serenatas do Brasil, eu serei três serenatas
Uma é o coração febril, a outra é o coração de lata
A terceira é quando eu crio na canção um desafio
Entre o abraço do parceiro e um pedaço de amargura
REFRÃO
Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela, graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura
La-i-a ...
Se eu ganhasse o mundo inteiro, de Amélia a Doralice
De Emília a Carolina, e os mistérios de Clarice
Se teu nome principia, Marina no amor Maria
Só faria melodias com a beleza das meninas
Quando o povo brasileiro viu Irene dar risada
Clementina no terreiro restaurando a batucada
Muito além de um quarto escuro, nos olhos da namorada
Eu sonhava com o futuro das meninas do Brasil
REFRÃO
Deus me faça brasileiro, criador e criatura
Um documento da raça pela, graça da mistura
Do meu corpo em movimento, as três graças do Brasil
Têm a cor da formosura
As três graças do Brasil, têm a cor da formosura
La-i-a ...~
(Moraes Moreira)
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
Chico Buarque e Daniela Mercury - Mil Perdões
Mais uma canção muitíssimo boa do Chico. Um poema em que o perdão vem em sentido contrário, dirigido ao excesso de amor, em múltiplos cenários e com uma música que me lembra Jazz. A voz e o sorriso da Daniela Mercury são um encanto.
Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair
(Chico Buarque)
Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair
(Chico Buarque)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Caetano Veloso - Força Estranha
Proponho que esta canção passe a ser considerada património da Humanidade.
Eu vi o menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha (no ar)
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos na fonte do artista
O tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol, é a estrada, é o tempo, é o pé e é o chão
Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada é o sol sobre a estrada é o sol
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha (no ar)
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha
(Caetano Veloso)
Eu vi o menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha (no ar)
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos na fonte do artista
O tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol, é a estrada, é o tempo, é o pé e é o chão
Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada é o sol sobre a estrada é o sol
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha (no ar)
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha
(Caetano Veloso)
Erasmo Carlos e Chico Buarque - Olha
Erasmo Carlos gravou um DVD e convidou o Chico Buarque para, juntos, cantarem este tema "Olha" que podemos escutar neste player. O vídeo revela-nos um pouco desse DVD. A primeira vez que escutei esta canção foi numa telenovela brasileira e na voz da Gal Costa.
Erasmo CArlos e Chico Buarque - Olha
Olha, você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo eu gosto mesmo assim.
Tem olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui.
Olha, você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
Eu, que sempre fui tão inconstante
Te juro meu amor, agora é pra valer.
Olha vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor.
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Erasmo CArlos e Chico Buarque - Olha
Olha, você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo eu gosto mesmo assim.
Tem olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui.
Olha, você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
Eu, que sempre fui tão inconstante
Te juro meu amor, agora é pra valer.
Olha vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor.
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
domingo, 26 de abril de 2009
João Gilberto e Tom Jobim - Garota de Ipanema
Às vezes a vida é assim. Algo tão simples, como cantar uma canção (vídeo), passa a fazer parte da História (ou pelo menos das nossas histórias). Encontrei AQUI a história imperdível desta canção bem como AQUI uma entrevista com a musa que a inspirou, ou seja, a verdadeira garota de Ipanema.
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço, a caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo sorrindo se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço, a caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo sorrindo se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor
Chico Buarque - Sem Você
Mais uma musica para mim desconhecida. Triste (demais para o meu gosto) e algo dissonante. Mas no entanto bela.
Sem você
Sem amor
É tudo sofrimento
Pois você
É o amor
Que eu sempre procurei em vão
Você é o que resiste
Ao desespero e à solidão
Nada existe
E o tempo é triste
Sem você
Meu amor, meu amor
Nunca te ausentes de mim
Para que eu viva em paz
Para que eu não sofra mais
Tanta mágoa assim
No mundo
Sem você
(Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
Sem você
Sem amor
É tudo sofrimento
Pois você
É o amor
Que eu sempre procurei em vão
Você é o que resiste
Ao desespero e à solidão
Nada existe
E o tempo é triste
Sem você
Meu amor, meu amor
Nunca te ausentes de mim
Para que eu viva em paz
Para que eu não sofra mais
Tanta mágoa assim
No mundo
Sem você
(Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
sábado, 25 de abril de 2009
Daniela Mercury - Nobre Vagabundo
É só um segundo... saborear intensamente!
Quanto tempo tenho
Prá matar essa saudade
Meu bem o ciúme
É pura vaidade
Se tu foge o tempo
Logo traz ansiedade
Respirar o amor
Aspirando liberdade...
Tenho a vida doida
Encabeço o mundo
Sou ariano torto
Vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo
Vivo por um segundo
Perdoa meu amor
Esse Nobre Vagabundo...
(Márcio Mello)
Quanto tempo tenho
Prá matar essa saudade
Meu bem o ciúme
É pura vaidade
Se tu foge o tempo
Logo traz ansiedade
Respirar o amor
Aspirando liberdade...
Tenho a vida doida
Encabeço o mundo
Sou ariano torto
Vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo
Vivo por um segundo
Perdoa meu amor
Esse Nobre Vagabundo...
(Márcio Mello)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Maria Bethânia - Tá Combinado
Mais uma canção com um poema lindíssimo do Caetano Veloso. Para mim um dos que mais gosto dele. E a voz da Bethânia.
Então tá combinado, é quase nada
É tudo somente sexo e amizade.
Não tem nenhum engano nem mistério.
É tudo só brincadeira e verdade.
Podemos ver o mundo juntos,
Sermos dois e sermos muitos,
Nos sabermos sós sem estarmos sós.
Abrirmos a cabeça
Para que afinal floresça
O mais que humano em nós.
Então tá tudo dito e é tão bonito
E eu acredito num claro futuro
de música, ternura e aventura
Pro equilibrista em cima do muro.
Mas e se o amor pra nós chegar,
De nós, de algum lugar
Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está,
se há muito tempo que chegou
E só nos enganou?
Então não fale nada, apague a estrada
Que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão, toda palavra
Vale nada quando chega o amor...
(Caetano Veloso)
Então tá combinado, é quase nada
É tudo somente sexo e amizade.
Não tem nenhum engano nem mistério.
É tudo só brincadeira e verdade.
Podemos ver o mundo juntos,
Sermos dois e sermos muitos,
Nos sabermos sós sem estarmos sós.
Abrirmos a cabeça
Para que afinal floresça
O mais que humano em nós.
Então tá tudo dito e é tão bonito
E eu acredito num claro futuro
de música, ternura e aventura
Pro equilibrista em cima do muro.
Mas e se o amor pra nós chegar,
De nós, de algum lugar
Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está,
se há muito tempo que chegou
E só nos enganou?
Então não fale nada, apague a estrada
Que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão, toda palavra
Vale nada quando chega o amor...
(Caetano Veloso)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Adriana Calcanhotto - Saudade de Amar

Hoje apenas exponho o meu espanto perante este poema de Vinícius de Moraes e perante a voz da Adriana Calcanhotto. Por fim sobra-me espanto por esta canção formalmente perfeita.
Francis Hime e Adriana Calcanhotto - Saudade de Amar
Deixa eu te dizer, amor
Que não deves partir
Partir nunca mais
Pois o tempo sem amor
É uma pura ilusão
E não volta mais
Se tu pudesses compreender
A solidão que é
Te buscar por aí
Andando devagar
A vagar por aí
Chorando a tua ausência
Vence a tua solidão
Abre os braços e vem
Meus dias são teus
É tão triste se perder
Tanto tempo de amor
Sem hora de adeus
Oh, volta
Que nos braços meus
Não haverá adeus
Nem saudade de amar
E os dois, sorrindo a soluçar
Partiremos depois
(Vinicius de Moraes/Francis Hime)
terça-feira, 21 de abril de 2009
Ney Matogrosso - Rosa de Hiroshima
Outro dia estive numa conferência em que os conferencistas tinham estado em Hiroshima num museu sobre este acontecimento. Contavam eles que o silêncio se instala entre todos os visitantes e que à saída há um sentimento que se exprime numa interrogação comum: como foi possível que seres humanos tenham feito isto?
Faz parte das coisas do museu um poema inacabado, de alguém que se levantou cedo para escrever poesia e que durante o poema...
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinícius de Moraes/Gerson Conrad)
Faz parte das coisas do museu um poema inacabado, de alguém que se levantou cedo para escrever poesia e que durante o poema...
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinícius de Moraes/Gerson Conrad)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Marisa Monte - Não é Fácil
Voz: 20. Cantora: 20. Musica: 20. Letra: 20. Tema: 20. Vídeo: 20. Ora feitas as contas 20X6 dá 120 a dividir por 6 dá 20. Média final= 20. APROVADA com muita distinção.
Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho
Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho
domingo, 19 de abril de 2009
Gilberto Gil - Banda Larga Cordel
Poesia e tecnologia. Um bom olhar sobre a net. O segundo vídeo foi gravado poucas horas após a composição.
Pôs na boca, provou, cuspiu.
É amargo, não sabe o que perdeu
Tem o gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel banda larga
Vai viver sem saber que mundo é o seu
Tem um gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel da banda larga
Vai viver sem saber que mundo é o seu
Uma banda da banda é umbanda
Outra banda da banda é cristã
Outra banda da banda é kabala
Outra banda da banda é Alcorão
E então, e então, são quantas bandas?
Tantas quantas pedir meu coração
E o meu coração pediu assim só
Bim-bom, bim-bim-bom, bim-bão
Todo mundo na ampla discussão
O neuro-cientista, o economista
Opinião de alguém que está na pista
Opinião de alguém fora da lista
Opinião de alguém que diz que não
Ou se alarga essa banda e a banda anda
Mais ligeiro pras bandas do sertão
Ou então não, não adianta nada
Banda vai, banda fica abandonada
Deixada para outra encarnação
Ou então não, não adianta nada
Uma vai outra fica abandonada
Os problemas não terão solução
Piraí, Piraí, Piraí
Piraí bandalargou-se há pouquinho
Piraí infoviabilizou
Os ares do município inteirinho
Por certo que a medida provocou
Um certo vento de redemoinho
Diabo do menino agora quer
Um ipod e um computador novinho
O certo é que o sertão quer navegar
No micro do menino internetinho
O Netinho baiano e bom cantor
Já faz tempo tornou-se um provedor – provedor de acesso
À grande rede www
Esse menino ainda vira um sábio
Contratado do Google, sim sinhô
Diabliu de menino internetinho
Sozinho vai descobrindo o caminho
O rádio fez assim com o seu avô
Rodovia, Hidrovia,
Ferrovia e agora chegando a infovia
Pra alegria de todo o interior.
Meu Brasil, meu Brasil, bem brasileiro
O You Tube chegando aos seus grotões
Veredas dos Sertões, Guimarães Rosa
Ilíadas, Luzíadas, Camões
Rei Salomão no Alto Solimões
O pé da planta, a baba da babosa
Pôs na boca, provou, cuspiu
É amargo, não sabe o que perdeu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu…
(Gilberto Gil)
Pôs na boca, provou, cuspiu.
É amargo, não sabe o que perdeu
Tem o gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel banda larga
Vai viver sem saber que mundo é o seu
Tem um gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel da banda larga
Vai viver sem saber que mundo é o seu
Uma banda da banda é umbanda
Outra banda da banda é cristã
Outra banda da banda é kabala
Outra banda da banda é Alcorão
E então, e então, são quantas bandas?
Tantas quantas pedir meu coração
E o meu coração pediu assim só
Bim-bom, bim-bim-bom, bim-bão
Todo mundo na ampla discussão
O neuro-cientista, o economista
Opinião de alguém que está na pista
Opinião de alguém fora da lista
Opinião de alguém que diz que não
Ou se alarga essa banda e a banda anda
Mais ligeiro pras bandas do sertão
Ou então não, não adianta nada
Banda vai, banda fica abandonada
Deixada para outra encarnação
Ou então não, não adianta nada
Uma vai outra fica abandonada
Os problemas não terão solução
Piraí, Piraí, Piraí
Piraí bandalargou-se há pouquinho
Piraí infoviabilizou
Os ares do município inteirinho
Por certo que a medida provocou
Um certo vento de redemoinho
Diabo do menino agora quer
Um ipod e um computador novinho
O certo é que o sertão quer navegar
No micro do menino internetinho
O Netinho baiano e bom cantor
Já faz tempo tornou-se um provedor – provedor de acesso
À grande rede www
Esse menino ainda vira um sábio
Contratado do Google, sim sinhô
Diabliu de menino internetinho
Sozinho vai descobrindo o caminho
O rádio fez assim com o seu avô
Rodovia, Hidrovia,
Ferrovia e agora chegando a infovia
Pra alegria de todo o interior.
Meu Brasil, meu Brasil, bem brasileiro
O You Tube chegando aos seus grotões
Veredas dos Sertões, Guimarães Rosa
Ilíadas, Luzíadas, Camões
Rei Salomão no Alto Solimões
O pé da planta, a baba da babosa
Pôs na boca, provou, cuspiu
É amargo, não sabe o que perdeu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu…
(Gilberto Gil)
Gilberto Gil, Toquinho e Vinícius - Tarde em Itapuã
Esta música é uma autêntica "máquina do espaço" porque nos transporta instantaneamente para Itapuã mesmo nunca lá tendo estado como é o meu caso. É uma canção que cria um estado de espírito positivo, apto a saborear intensamente as coisas boas da vida: o amor, o corpo, a preguiça, o mar, o céu, o sol, a terra, cachaça, arco-iris, a brisa, as árvores, a noite, a lua e o som do mar. A sério, pergunto (filosoficamente) se estas não serão das coisas mais importantes na vida?
Deixo uma versão mais original com o grande poeta Vinícius de Moraes e Touquinho e no vídeo uma versão muito alegre com Giberto Gil e Touquinho.
Vinicius - Tarde em Itapuã
Um velho calção de banho
Um dia prá vadiar
O mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar...
Depois, na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha...
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda rodar
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais...
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
(Vinicius de Moraes/Touquinho)
Deixo uma versão mais original com o grande poeta Vinícius de Moraes e Touquinho e no vídeo uma versão muito alegre com Giberto Gil e Touquinho.
Vinicius - Tarde em Itapuã
Um velho calção de banho
Um dia prá vadiar
O mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar...
Depois, na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha...
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda rodar
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais...
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
(Vinicius de Moraes/Touquinho)
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Ney Matogrosso, Pedro Luís e A Parede -
Noite Severina
Quantas infinitas experiências a poesia nos proporciona nas palavras portuguesas? E a música, as vozes e os instrumentos? Tudo a dizer que a boa existência humana é de valor infinito. Que palavras este poema traz?
Corre calma severina noite
De leve no lençol que te tateia a pele fina
Pedras sonhando pó na mina
Pedras sonhando com britadeiras
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Corre alta severina noite
No ronco da cidade uma janela assim acesa
Eu respiro teu desejo
Chama no pavio da lamparina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Ali tão sempre perto e não me vendo
Ali sinto tua alma flutuar do corpo
Teus olhos se movendo sem se abrir
Ali tão certo e justo e só te sendo
Absinto-me de ti, mas sempre vivo
Meus olhos te movendo sem te abrir
Corre solta suassuna noite
Tocaia de animal que acompanha sua presa
Escravo da sua beleza
Daqui a pouco o dia vai querer raiar
(Lula Queiroga/Pedro Luís)
Corre calma severina noite
De leve no lençol que te tateia a pele fina
Pedras sonhando pó na mina
Pedras sonhando com britadeiras
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Corre alta severina noite
No ronco da cidade uma janela assim acesa
Eu respiro teu desejo
Chama no pavio da lamparina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Ali tão sempre perto e não me vendo
Ali sinto tua alma flutuar do corpo
Teus olhos se movendo sem se abrir
Ali tão certo e justo e só te sendo
Absinto-me de ti, mas sempre vivo
Meus olhos te movendo sem te abrir
Corre solta suassuna noite
Tocaia de animal que acompanha sua presa
Escravo da sua beleza
Daqui a pouco o dia vai querer raiar
(Lula Queiroga/Pedro Luís)
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Adriana Calcanhoto e Bossacucanova - Previsão
Se juntarmos uma batucada a um ritmo bossa nova temos uma nova bossa nova dançável. É isso que fizeram os Bossacucanova que também convidaram a Adriana Calcanhotto para este tema muito positivo, boa onda.
Adriana Calcanhoto e Bossacucanova - Previsão
Pode sambar, pode esquecer
Na orgia a sua vida
Até amanhecer
Pode girar, enlouquecer
Madrugada afora na batida
Cedo ou tarde
Chova ou faça sol
Sopre o sudoeste, sopre o terral
Brisa leve, temporal
O meu coração, 42 graus
Não tem pressa
Rave ou Carnaval
Se te pego pra dançar
Você nunca mais me larga
Technova, cha cha cha
Você não vai escapar
Pode espalhar sua beleza
Que o meu desejo hoje é só certeza
Desafiar a natureza
Abandonando o corpo entre carrapetas
Vai desfilar sua leveza
Na escuridão da pista, na batida
Cedo ou tarde
Chova ou faça sol
Sopre o sudoeste, sopre o terral
Brisa leve, temporal
O meu coração, 42 graus
Não tem pressa
Rave ou Carnaval
Se eu te levo pra dançar
Nunca mais você me larga
Drum n' bossa, Ijexá
Não me escapa!
Adriana Calcanhoto e Bossacucanova - Previsão
Pode sambar, pode esquecer
Na orgia a sua vida
Até amanhecer
Pode girar, enlouquecer
Madrugada afora na batida
Cedo ou tarde
Chova ou faça sol
Sopre o sudoeste, sopre o terral
Brisa leve, temporal
O meu coração, 42 graus
Não tem pressa
Rave ou Carnaval
Se te pego pra dançar
Você nunca mais me larga
Technova, cha cha cha
Você não vai escapar
Pode espalhar sua beleza
Que o meu desejo hoje é só certeza
Desafiar a natureza
Abandonando o corpo entre carrapetas
Vai desfilar sua leveza
Na escuridão da pista, na batida
Cedo ou tarde
Chova ou faça sol
Sopre o sudoeste, sopre o terral
Brisa leve, temporal
O meu coração, 42 graus
Não tem pressa
Rave ou Carnaval
Se eu te levo pra dançar
Nunca mais você me larga
Drum n' bossa, Ijexá
Não me escapa!
terça-feira, 14 de abril de 2009
Titãs - Epitáfio
Está a pensar falecer dentro de duzentos anos? Não se pré-ocupe! Até lá vai ter dezenas de anos para pensar num epitáfio. A ideia de escolher esta música não é dar ideias para isso. É antes ajudar a viver de acordo com o que realmente é importante na vida. Coisas como o Amor, o sol-pôr em vez de certas manias perversas sociais. Senão leia, escute e pense:
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
(Sérgio Britto)
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
(Sérgio Britto)
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Caetano Veloso - Poema Padrão
Mais uma descoberta: um poema de Fernando Pessoa com uma música do Caetano. É bom ler ou ouvir palavras assim num tempo de crise que antes de ser económica será uma crise humana. E é bom porque se o nosso ser acompanha o nosso pensar, então pensando realidades maiores seremos melhores.
Caetano Veloso - Poema Padrão
O esforço é grande e o homem é pequeno
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
este padrão ao pé do areal moreno
e para deante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão signala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por fazer é só com Deus.
E ao immenso e possível oceano
Ensinam estas quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é portuguez.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
(Fernando Pessoa)
Caetano Veloso - Poema Padrão
O esforço é grande e o homem é pequeno
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
este padrão ao pé do areal moreno
e para deante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão signala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por fazer é só com Deus.
E ao immenso e possível oceano
Ensinam estas quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é portuguez.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
(Fernando Pessoa)
domingo, 12 de abril de 2009
Gal Costa - Olhos Verdes
Quando a inspiradora e o compositor certos estão no momento e lugares certos dão assim músicas como esta. Isto é muito melhor do que esperar pelo alinhamento de planetas.
Vem de uma remota batucada
Uma cadência bem marcada
Que uma baiana tem no andar
E nos seus requebros e maneiras
Na graça toda das palmeiras
Esguias, altaneiras
A balançar
São da cor do mar, da cor da mata
Os olhos verdes da mulata
São cismadores e fatais são fatais
E um beijo ardente, perfumado
Conserva o travo do pecado
De saborosos cambucás
(Vicente Paiva)
Vem de uma remota batucada
Uma cadência bem marcada
Que uma baiana tem no andar
E nos seus requebros e maneiras
Na graça toda das palmeiras
Esguias, altaneiras
A balançar
São da cor do mar, da cor da mata
Os olhos verdes da mulata
São cismadores e fatais são fatais
E um beijo ardente, perfumado
Conserva o travo do pecado
De saborosos cambucás
(Vicente Paiva)
Tribalistas - Carnalismo
Parece que a Marisa Monte gosta muito da chuva. A tal ponto que logo no princípio é a chuva que começa esta canção.
Durante dias esta música andou na minha cabeça e também me fez levitar.
No rastro do seu caminhar
No ar onde você passar
O seu perfume inebriante
Pendura num instante,
A rua inteira a levitar
Me abraça e me faz calor
Segredos de liquidificador
Um ser humano é o meu amor,
De músculos , de carne e osso,
Pele e cor.
No rastro do seu caminhar
No ar onde você passar
O seu perfume inebriante
Pendura num instante,
A rua inteira a levitar
Me abraça e me faz calor
Segredos
Um ser humano é o meu amor,
De músculos , de carne e osso,
Pele e cor.
(Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte, Cézar Mendes)
Durante dias esta música andou na minha cabeça e também me fez levitar.
No rastro do seu caminhar
No ar onde você passar
O seu perfume inebriante
Pendura num instante,
A rua inteira a levitar
Me abraça e me faz calor
Segredos de liquidificador
Um ser humano é o meu amor,
De músculos , de carne e osso,
Pele e cor.
No rastro do seu caminhar
No ar onde você passar
O seu perfume inebriante
Pendura num instante,
A rua inteira a levitar
Me abraça e me faz calor
Segredos
Um ser humano é o meu amor,
De músculos , de carne e osso,
Pele e cor.
(Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte, Cézar Mendes)
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Marisa Monte
sábado, 11 de abril de 2009
Chico Buarque - Essa Moça Tá Diferente
Coisa rara: uma música "clássica" e completa num spot publicitário (Schweppes).
Eu acho que não sonhei mas já ouvi uma versão em que o Chico em vez de cantar "supermodernizar" canta "pós-pósmodernizar" :)
Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida
A se supermodernizar
Ela só samba escondida
Que é pra ninguém reparar
Eu cultivo rosas e rimas
Achando que é muito bom
Ela me olha de cima
E vai desinventar o som
Faço-lhe um concerto de flauta
E não lhe desperto emoção
Ela quer ver o astronauta
Descer na televisão
Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ela me desfaz
Mas o que é que tem
Que ela só me guarda despeito
Que ela só me guarda desdém
Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ela me desfaz
Mas o que é que tem
Se do lado esquerdo do peito
No fundo, ela ainda me quer bem
Essa moça tá diferente (etc.)
Essa moça é a tal da janela
Que eu me cansei de cantar
E agora está só na dela
Botando só pra quebrar
Mas o tempo vai (etc.)
(Chico Buarque))
Eu acho que não sonhei mas já ouvi uma versão em que o Chico em vez de cantar "supermodernizar" canta "pós-pósmodernizar" :)
Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida
A se supermodernizar
Ela só samba escondida
Que é pra ninguém reparar
Eu cultivo rosas e rimas
Achando que é muito bom
Ela me olha de cima
E vai desinventar o som
Faço-lhe um concerto de flauta
E não lhe desperto emoção
Ela quer ver o astronauta
Descer na televisão
Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ela me desfaz
Mas o que é que tem
Que ela só me guarda despeito
Que ela só me guarda desdém
Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ela me desfaz
Mas o que é que tem
Se do lado esquerdo do peito
No fundo, ela ainda me quer bem
Essa moça tá diferente (etc.)
Essa moça é a tal da janela
Que eu me cansei de cantar
E agora está só na dela
Botando só pra quebrar
Mas o tempo vai (etc.)
(Chico Buarque))
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Marisa Monte - Não é Proibido
Huuuuhh, ... huuuuh....
Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,
Uh!
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.
Uh!
Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!
(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!
(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)
Traz todo mundo, 'tá liberado, é só chegar.
Traz toda a gente, 'tá convidado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)
Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,
Uh
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.
Uh
Venha pra cá, venha comigo!
Amar é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!
(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!
(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)
Traz todo mundo, 'tá liberado, é pra dançar.
Traz toda a gente, 'tá convidado, é só chegar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)
Yeah
(uh)
Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,
Uh!
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.
Uh!
Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!
(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!
(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)
Traz todo mundo, 'tá liberado, é só chegar.
Traz toda a gente, 'tá convidado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)
Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,
Uh
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.
Uh
Venha pra cá, venha comigo!
Amar é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!
(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!
(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)
Traz todo mundo, 'tá liberado, é pra dançar.
Traz toda a gente, 'tá convidado, é só chegar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)
Yeah
(uh)
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Maria Bethânia e Adriana Calcanhotto -
Depois de Ter Você
Quando era mais novo e discordava de alguma coisa julgava que essa seria a minha opinião para sempre. Hoje já percebo o peso que as mudanças culturais têm nas nossas opiniões. E isto a propósito do "selinho" que hoje ainda me choca razoavelmente mas que daqui a anos considerarei como algo normal.
"...a moda do selinho já é uma conquista definitiva. A onda, que vem do Rio de Janeiro, é o beijo "selinho" (só o toque dos lábios). Um fato verificado normalmente entre pessoas do meio artístico e que era comum entre universitários em décadas passadas. Agora, começa a ser observado em todos os segmentos da sociedade. Estes podem até chocar os mais conservadores, mas são dados com naturalidade." (in O Beijo de Arnaldo Poesia)
No primeiro vídeo uma adolescente pede um selinho ao Caetano. É interessante ver como nós portugueses nos sentimos face à facilidade e naturalidade que brasileiros têm para exprimir afectos.
No segundo vídeo um dos melhores poemas de amor... e outro selinho.
Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como esta?
Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...
(Adriana Calcanhotto)
"...a moda do selinho já é uma conquista definitiva. A onda, que vem do Rio de Janeiro, é o beijo "selinho" (só o toque dos lábios). Um fato verificado normalmente entre pessoas do meio artístico e que era comum entre universitários em décadas passadas. Agora, começa a ser observado em todos os segmentos da sociedade. Estes podem até chocar os mais conservadores, mas são dados com naturalidade." (in O Beijo de Arnaldo Poesia)
No primeiro vídeo uma adolescente pede um selinho ao Caetano. É interessante ver como nós portugueses nos sentimos face à facilidade e naturalidade que brasileiros têm para exprimir afectos.
No segundo vídeo um dos melhores poemas de amor... e outro selinho.
Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como esta?
Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...
(Adriana Calcanhotto)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Gal Costa e Chico Buarque - Biscate
Difícil de ouvir, de cantar e até de ler. Mas cómica.
Vivo de biscate e queres que eu te sustente
Se eu ganhar algum vendendo mate
Dou-te uns badulaques de repente
Andas de pareô, eu sigo inadimplente
Chamo você pra sambar
Levo você pra benzer
Fui pegar uma cor na praia
E só faltou me bater, é
Basta ver um rabo de saia
Pro bobo se derreter
Vives na gandaia e esperas que eu te respeite
Quem que te mandou tomar conhaque
Com o tíquete que te dei pro leite
Quieta que eu quero ouvir Flamengo e River Plate
Faço lelê de fubá
Faço pitu no dendê
Sirvo seu pitéu na cama
E nada dele comer, ai
Telefone, é voz de dama
Se penteia pra atender
Vamos ao cinema, baby
Vamos nos mandar daqui
Vamos nos casar na igreja
Chega de barraco
Chega de piti
Vamos pra Bahia, dengo
Vamos ver o sol nascer
Vamos sair na bateria
Deixe de chilique
Deixe de siricotico
(Chico Buarque)
Vivo de biscate e queres que eu te sustente
Se eu ganhar algum vendendo mate
Dou-te uns badulaques de repente
Andas de pareô, eu sigo inadimplente
Chamo você pra sambar
Levo você pra benzer
Fui pegar uma cor na praia
E só faltou me bater, é
Basta ver um rabo de saia
Pro bobo se derreter
Vives na gandaia e esperas que eu te respeite
Quem que te mandou tomar conhaque
Com o tíquete que te dei pro leite
Quieta que eu quero ouvir Flamengo e River Plate
Faço lelê de fubá
Faço pitu no dendê
Sirvo seu pitéu na cama
E nada dele comer, ai
Telefone, é voz de dama
Se penteia pra atender
Vamos ao cinema, baby
Vamos nos mandar daqui
Vamos nos casar na igreja
Chega de barraco
Chega de piti
Vamos pra Bahia, dengo
Vamos ver o sol nascer
Vamos sair na bateria
Deixe de chilique
Deixe de siricotico
(Chico Buarque)
terça-feira, 7 de abril de 2009
Ney Matogrosso - Basta de Clamares Inocência
Desconhecia esta canção cujo tema não aprecio e cuja música me agrada. Mas o que admiro e acho uma coisa tremenda e comovente é a dupla interpretação que o Ney faz quando interpreta canção e personagem como ninguém ou poucos.
Basta de clamares inocência
Eu sei todo o mal que a mim você fez
Você desconhece consciência
Só deseja o mal a quem o bem te fez
Basta, não ajoelhes, vá embora
Se estás arrependida, vê se chora
Quando você partiu, me disse: "Chora!", não chorei
Caprichosamente fui esquecendo que te amei
Hoje me encontras tão alegre e diferente
Jesus não castiga o filho que está inocente
(Cartola)
Basta de clamares inocência
Eu sei todo o mal que a mim você fez
Você desconhece consciência
Só deseja o mal a quem o bem te fez
Basta, não ajoelhes, vá embora
Se estás arrependida, vê se chora
Quando você partiu, me disse: "Chora!", não chorei
Caprichosamente fui esquecendo que te amei
Hoje me encontras tão alegre e diferente
Jesus não castiga o filho que está inocente
(Cartola)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Secos e Molhados - Sangue Latino + O Vira
Sim, há vida noutros planetas. Ney Matogrosso, aqui ainda nos Secos e Molhados, é de outro planeta musical, exuberante e inclassificável. É fantástico como este vídeo de 1973 tem espaço para ser actual pela força da novidade ou da criatividade que ele induz. Ney é um "animal de palco" que acompanha as suas canções com uma dimensão cénica incomparável.
No tema O Vira em certa altura ele dança mesmo um Vira como no folclore português. É demais.
No tema O Vira em certa altura ele dança mesmo um Vira como no folclore português. É demais.
domingo, 5 de abril de 2009
Caetano Veloso - Mulher
Ele escolhe uma musica talvez quase banal, algo bela e inteligente e na sua interpretação fá-la explodir num suave fogo de artifício, intensifica-a e com a sua magia fá-la irradiar. Como consegue?
Não sei
Que intensa magia
Teu corpo irradia
Que me deixa louco assim
Mulher
Não sei
Teus olhos castanhos
Profundos, estranhos
Que mistério ocultarão
Mulher
Não sei dizer
Mulher
Só sei que sem alma
Roubaste-me a calma
E aos teus pés eu vivo a implorar
O teu amor tem um gosto amargo
E eu vivo sempre a chorar(sofrer) nessa dor
Por teu amor
Por teu amor
Mulher
(Custódio Mesquita; Sadi Cabral)
Não sei
Que intensa magia
Teu corpo irradia
Que me deixa louco assim
Mulher
Não sei
Teus olhos castanhos
Profundos, estranhos
Que mistério ocultarão
Mulher
Não sei dizer
Mulher
Só sei que sem alma
Roubaste-me a calma
E aos teus pés eu vivo a implorar
O teu amor tem um gosto amargo
E eu vivo sempre a chorar(sofrer) nessa dor
Por teu amor
Por teu amor
Mulher
(Custódio Mesquita; Sadi Cabral)
sábado, 4 de abril de 2009
Caetano Veloso - Acalanto
Esta música bateu o meu record. Escutei-a uma só vez e espetei logo com ela aqui. Ou não estivesse o Caetano dar suporte à sua existência nesta versão.
Caetano Veloso - Acalanto
Dorme que eu vou te embalar
No meu colo quente
Como a lua embala o mar
E a maré embala a gente
Dorme que eu vou te velar
Pela noite quieta
Como a chama do luar
Vela o sono dos poetas
Dorme que eu vou te ninar
No teu canto de criança
Como sempre ouvi meu pai cantar
Um acalanto de esperança
(Caetano Veloso)
Caetano Veloso - Acalanto
Dorme que eu vou te embalar
No meu colo quente
Como a lua embala o mar
E a maré embala a gente
Dorme que eu vou te velar
Pela noite quieta
Como a chama do luar
Vela o sono dos poetas
Dorme que eu vou te ninar
No teu canto de criança
Como sempre ouvi meu pai cantar
Um acalanto de esperança
(Caetano Veloso)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Gal Costa e Djavan - Azul
E para hoje um tema classicão: Azul ao vivo para a gente cantar e balançar.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Chico Buarque - Amor Barato
Eu manifesto-me assim contra a interferência do dinheiro no Amor.
Eu queria ser Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor Modesto
Um tipo de amor Que é de mendigar cafuné
Que é pobre e às vezes nem é Honesto
Pechincha de amor Mas que eu faço tanta questão
Que se tiver precisão Eu furto
Vem cá, meu amor Aguenta o teu cantador
Me esquenta porque o cobertor é curto
Mas levo esse amor Com o zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor Que sonha
Que enfim, nosso amor Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor Que nem outro tipo de flor
Dum tipo que tem Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha
Eu queria ser Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor Barato
Um tipo de amor Que é de esfarrapar e cerzir
Que é de comer e cuspir No prato
Mas levo esse amor Com zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor Que sonha
Que, enfim, nosso amor Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor Que nem outro tipo de flor
Dum tipo que tem Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha
(Chico Buarque)
Eu queria ser Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor Modesto
Um tipo de amor Que é de mendigar cafuné
Que é pobre e às vezes nem é Honesto
Pechincha de amor Mas que eu faço tanta questão
Que se tiver precisão Eu furto
Vem cá, meu amor Aguenta o teu cantador
Me esquenta porque o cobertor é curto
Mas levo esse amor Com o zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor Que sonha
Que enfim, nosso amor Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor Que nem outro tipo de flor
Dum tipo que tem Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha
Eu queria ser Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor Barato
Um tipo de amor Que é de esfarrapar e cerzir
Que é de comer e cuspir No prato
Mas levo esse amor Com zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor Que sonha
Que, enfim, nosso amor Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor Que nem outro tipo de flor
Dum tipo que tem Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha
(Chico Buarque)
terça-feira, 31 de março de 2009
Marisa Monte e Carlinhos Brown - Magamalabares
Até chegarem os Tribalistas, Carlinhos Brown permaneceu-me como apenas mais um nome na música brasileira. Depois fui descobrindo músicas e fui gostando.
Esta música evocou-me o eco da transcendência na imanência. A capacidade humana de escolher entre todas as coisas do universo, organiza-las, harmoniza-las e recria-las numa profusão de ideias, sons e muitíssimas coisas de todas as artes.
Magamalabares
Acqua Marã
No parquinho oxáiê
Quem esteve aqui
viu barquinhos de gazeta
Ancorar no mistério
Notas musicais
Dentre bolas de sabão
que de nossas serenatas vieram
Flores que ofertamos
e que nunca morrerão
em vasos e jarros se bronzeiam
Os anjos de onde vem sua vida bem-vinda na trilha
Os livros não são sinceros
Quem tem Deus como império
No mundo não está sozinho
Ouvindo sininhos
(Carlinhos Brown)
Esta música evocou-me o eco da transcendência na imanência. A capacidade humana de escolher entre todas as coisas do universo, organiza-las, harmoniza-las e recria-las numa profusão de ideias, sons e muitíssimas coisas de todas as artes.
Magamalabares
Acqua Marã
No parquinho oxáiê
Quem esteve aqui
viu barquinhos de gazeta
Ancorar no mistério
Notas musicais
Dentre bolas de sabão
que de nossas serenatas vieram
Flores que ofertamos
e que nunca morrerão
em vasos e jarros se bronzeiam
Os anjos de onde vem sua vida bem-vinda na trilha
Os livros não são sinceros
Quem tem Deus como império
No mundo não está sozinho
Ouvindo sininhos
(Carlinhos Brown)
segunda-feira, 30 de março de 2009
Marisa Monte - Rosa

E um belo dia lá me emprestaram uma cassete com músicas da Marisa. Tinha gravado o álbum Marisa Monte do qual não me agradei por aí além. Tirando o Xote das Meninas que passava a toda a hora em todas as rádios, as outras, quase metade em inglês, não me brilharam.
Mas depois vieram os novos discos e acabei por ser um grande fã. Já me recordo de ouvir vezes sem fim este tema Rosa. Uma letra e uma música muito únicas, em que o poema possui vocábulos incríveis e a melodia é cheia de modulações doces.
Acredito que as versões antigas não me soem da mesma maneira do que na forma e na voz da Marisa. É um dos mistérios das canções: reencarnam em Marisa Monte formas, em pessoas e em nós.
Aqui pode-se escutar a versão de estúdio e no vídeo uma versão ao vivo (truncada), em que a Marisa canta, dramatiza e mostra-se diva.
Marisa Monte (Pixinguinha / Otávio Souza) - Rosa
Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do Amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui neste ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rosea cruz
Do arfante peito teu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral Oh alma perenal
Do meu primeiro amor, Sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração Sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo o resplendor da Santa Natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor meu peito não resiste
Oh! meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção de tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
(Pixinguinha/Otávio de Souza)
sábado, 28 de março de 2009
Chico Buarque - Você, Você
Além de canções no feminino, Chico Buarque fez também canções no... infantil.
Mas não é uma canção para crianças. A letra, do Chico, é um ponto de vista de criança no qual um adulto se coloca. A música, de Guinga, é difícil e algo triste, em tons menores, mas o acorde final é maior no regresso da mãe.
Mas não é uma canção para crianças. A letra, do Chico, é um ponto de vista de criança no qual um adulto se coloca. A música, de Guinga, é difícil e algo triste, em tons menores, mas o acorde final é maior no regresso da mãe.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Chico César - Por Que Você Não Vem Morar Comigo?
Hoje escolho a dissertação de uma tese sobre os efeitos do amor na amizade e desta no amor :) Uma longa letra mas muito sentida. Quase não sei nada do Chico César mas esta frase é de génio: "Não ligo, Se é caretice ou romantismo brega".
Chico César - Por Que Você Não Vem Morar Comigo?
Por que você não vem morar comigo
Alimentar meu cão, meu ego
Cansei de ser assim, colega
Não sei mais ser só seu amigo
Eu quero agora ser o seu amado
Você me deixa a perigo
O amor me corta feito adaga
Mas vem você e afaga
Com afeto tão antigo
Você não leva a sério o que eu digo
E enche a taça que me embriaga
Me prega em cruz feito Jesus de Praga
Mas sempre me defende e compra minhas brigas
Não ligo
Se é amor ou amizade vaga
Dizem que o amor a amizade estraga
E esta a este tira-lhe o vigor
Não ligo
Se é caretice ou romantismo brega
Um dia em mim essa aflição sossega
More comigo e traga o seu amor
Adoro o jeito que você me pega
Me chama de meu nego, minha nega
E quando me abraça e eu me entrego
Vem você e diz cuidado com esse apego
Amigos falam que esse mico eu pago
Pois mudo logo quando você chega
E acende a luz, mas essa luz me cega
E abre em rosa a pedra que no peito eu trago
(Chico César)
Chico César - Por Que Você Não Vem Morar Comigo?
Por que você não vem morar comigo
Alimentar meu cão, meu ego
Cansei de ser assim, colega
Não sei mais ser só seu amigo
Eu quero agora ser o seu amado
Você me deixa a perigo
O amor me corta feito adaga
Mas vem você e afaga
Com afeto tão antigo
Você não leva a sério o que eu digo
E enche a taça que me embriaga
Me prega em cruz feito Jesus de Praga
Mas sempre me defende e compra minhas brigas
Não ligo
Se é amor ou amizade vaga
Dizem que o amor a amizade estraga
E esta a este tira-lhe o vigor
Não ligo
Se é caretice ou romantismo brega
Um dia em mim essa aflição sossega
More comigo e traga o seu amor
Adoro o jeito que você me pega
Me chama de meu nego, minha nega
E quando me abraça e eu me entrego
Vem você e diz cuidado com esse apego
Amigos falam que esse mico eu pago
Pois mudo logo quando você chega
E acende a luz, mas essa luz me cega
E abre em rosa a pedra que no peito eu trago
(Chico César)
quarta-feira, 25 de março de 2009
Adriana Calcanhotto - Naquela Estação
Não gosto de canções tristes sobretudo se são daquelas que puxam para baixo. Para isso já nos chega a acção da gravidade.
Mas se elas forem excessivamente belas, na letra, na música ou na interpretação é claro que não posso deixar de gostar muito porque esse excesso ofusca essa tristeza.
Encontrei esta ontem e gostei muito da voz, do poema e dos arranjos. E só hoje é que descobri que o Caetano faz parte dos autores. Eu logo vi (mentira).
Adriana Calcanhoto - Naquela Estação
Você entrou no trem
E eu na estação
Vendo um céu fugir
Também, não dava mais para tentar
Lhe convencer a não partir
E agora, tudo bem
Você partiu
Para ver outras paisagens
E o meu coração embora
Finja fazer mil viagens
Fica batendo parado
Naquela estação
(João Donato/Caetano Veloso/Ronaldo Bastos)
Mas se elas forem excessivamente belas, na letra, na música ou na interpretação é claro que não posso deixar de gostar muito porque esse excesso ofusca essa tristeza.
Encontrei esta ontem e gostei muito da voz, do poema e dos arranjos. E só hoje é que descobri que o Caetano faz parte dos autores. Eu logo vi (mentira).
Adriana Calcanhoto - Naquela Estação
Você entrou no trem
E eu na estação
Vendo um céu fugir
Também, não dava mais para tentar
Lhe convencer a não partir
E agora, tudo bem
Você partiu
Para ver outras paisagens
E o meu coração embora
Finja fazer mil viagens
Fica batendo parado
Naquela estação
(João Donato/Caetano Veloso/Ronaldo Bastos)
terça-feira, 24 de março de 2009
Caetano Veloso/João Gilberto - Eu e a Brisa
Considero esta canção como uma das mais belas de entre todas as que conheço. Pelo poema que é fabuloso, pela melodia linda e singular e ainda pela conjugação letra/música que é de uma adequação perfeita.
Um aspecto estranho na forma do poema é que as rimas parecem estar dissimuladas, de tal modo que fico com a impressão que, por pouco, elas não existem.
Esta arte deve-se a Johnny Alf e "Eu e a Brisa" é provavelmente o seu maior sucesso.
A primeira vez que a escutei foi cantada por João Gilberto mas numa versão mais rápida do que esta aqui (cliquem Play no Blip) que não me agrada tanto. Prefiro a versão do Caetano no vídeo.
Ah, se a juventude que esta brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só pra ser um sonho
Daí então quem sabe alguém chegasse
Buscando um sonho em forma de desejo
Felicidade então pra nós seria
E, depois que a tarde nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse eu não resistiria
E a madrugada acalentaria a nossa paz
Fica, ó brisa fica pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim queira ficar
(Johnny Alf)
Um aspecto estranho na forma do poema é que as rimas parecem estar dissimuladas, de tal modo que fico com a impressão que, por pouco, elas não existem.
Esta arte deve-se a Johnny Alf e "Eu e a Brisa" é provavelmente o seu maior sucesso.
A primeira vez que a escutei foi cantada por João Gilberto mas numa versão mais rápida do que esta aqui (cliquem Play no Blip) que não me agrada tanto. Prefiro a versão do Caetano no vídeo.
Ah, se a juventude que esta brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só pra ser um sonho
Daí então quem sabe alguém chegasse
Buscando um sonho em forma de desejo
Felicidade então pra nós seria
E, depois que a tarde nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse eu não resistiria
E a madrugada acalentaria a nossa paz
Fica, ó brisa fica pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim queira ficar
(Johnny Alf)
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