E este post é dedicado ao meu grande amigo Pedro Antas "que já viajou tantas canções comigo e ainda há tantas a viajar".
Vai meu irmão, pega esse avião
Você tem razão, de correr assim desse frio
Mas beija, o meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro lance mão
Pede perdão, pela duração
Dessa temporada, mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada, diz que eu vou levando
Vê como é que anda, aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
(Vinícius, Chico Buarque e Toquinho)
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Adriana Calcanhotto - O Poeta Aprendiz
Um poema de Vinícius sobre si próprio mas em menino. E uma canção em duas versões: uma cantada por Vinícius e a outra, no vídeo, cantada e ilustrada pela Adriana Calcanhotto.
Vinicius de Moraes - O Poeta aprendiz
Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante
Anos tinha dez
E asas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc
O olhar verde gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho
Em bola de meia
Jogando de meia-direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar
Amava era amar
Amava Leonor
Menina de cor
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Com beijos e rimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita
Por isso sofria
De melancolia
Sonhando o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser
(Vinícius de Moraes)
Vinicius de Moraes - O Poeta aprendiz
Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante
Anos tinha dez
E asas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc
O olhar verde gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho
Em bola de meia
Jogando de meia-direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar
Amava era amar
Amava Leonor
Menina de cor
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Com beijos e rimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita
Por isso sofria
De melancolia
Sonhando o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser
(Vinícius de Moraes)
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domingo, 19 de abril de 2009
Gilberto Gil, Toquinho e Vinícius - Tarde em Itapuã
Esta música é uma autêntica "máquina do espaço" porque nos transporta instantaneamente para Itapuã mesmo nunca lá tendo estado como é o meu caso. É uma canção que cria um estado de espírito positivo, apto a saborear intensamente as coisas boas da vida: o amor, o corpo, a preguiça, o mar, o céu, o sol, a terra, cachaça, arco-iris, a brisa, as árvores, a noite, a lua e o som do mar. A sério, pergunto (filosoficamente) se estas não serão das coisas mais importantes na vida?
Deixo uma versão mais original com o grande poeta Vinícius de Moraes e Touquinho e no vídeo uma versão muito alegre com Giberto Gil e Touquinho.
Vinicius - Tarde em Itapuã
Um velho calção de banho
Um dia prá vadiar
O mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar...
Depois, na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha...
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda rodar
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais...
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
(Vinicius de Moraes/Touquinho)
Deixo uma versão mais original com o grande poeta Vinícius de Moraes e Touquinho e no vídeo uma versão muito alegre com Giberto Gil e Touquinho.
Vinicius - Tarde em Itapuã
Um velho calção de banho
Um dia prá vadiar
O mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar...
Depois, na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha...
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda rodar
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais...
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
(Vinicius de Moraes/Touquinho)
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