Fico admirado com tanta qualidade a todos os níveis nestas gravações feitas em casa.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Ney Matogrosso - Rosa de Hiroshima
Outro dia estive numa conferência em que os conferencistas tinham estado em Hiroshima num museu sobre este acontecimento. Contavam eles que o silêncio se instala entre todos os visitantes e que à saída há um sentimento que se exprime numa interrogação comum: como foi possível que seres humanos tenham feito isto?
Faz parte das coisas do museu um poema inacabado, de alguém que se levantou cedo para escrever poesia e que durante o poema...
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinícius de Moraes/Gerson Conrad)
Faz parte das coisas do museu um poema inacabado, de alguém que se levantou cedo para escrever poesia e que durante o poema...
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinícius de Moraes/Gerson Conrad)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Ney Matogrosso, Pedro Luís e A Parede -
Noite Severina
Quantas infinitas experiências a poesia nos proporciona nas palavras portuguesas? E a música, as vozes e os instrumentos? Tudo a dizer que a boa existência humana é de valor infinito. Que palavras este poema traz?
Corre calma severina noite
De leve no lençol que te tateia a pele fina
Pedras sonhando pó na mina
Pedras sonhando com britadeiras
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Corre alta severina noite
No ronco da cidade uma janela assim acesa
Eu respiro teu desejo
Chama no pavio da lamparina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Ali tão sempre perto e não me vendo
Ali sinto tua alma flutuar do corpo
Teus olhos se movendo sem se abrir
Ali tão certo e justo e só te sendo
Absinto-me de ti, mas sempre vivo
Meus olhos te movendo sem te abrir
Corre solta suassuna noite
Tocaia de animal que acompanha sua presa
Escravo da sua beleza
Daqui a pouco o dia vai querer raiar
(Lula Queiroga/Pedro Luís)
Corre calma severina noite
De leve no lençol que te tateia a pele fina
Pedras sonhando pó na mina
Pedras sonhando com britadeiras
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Cada ser tem sonhos à sua maneira
Corre alta severina noite
No ronco da cidade uma janela assim acesa
Eu respiro teu desejo
Chama no pavio da lamparina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Sombra no lençol que te tateia a pele fina
Ali tão sempre perto e não me vendo
Ali sinto tua alma flutuar do corpo
Teus olhos se movendo sem se abrir
Ali tão certo e justo e só te sendo
Absinto-me de ti, mas sempre vivo
Meus olhos te movendo sem te abrir
Corre solta suassuna noite
Tocaia de animal que acompanha sua presa
Escravo da sua beleza
Daqui a pouco o dia vai querer raiar
(Lula Queiroga/Pedro Luís)
terça-feira, 7 de abril de 2009
Ney Matogrosso - Basta de Clamares Inocência
Desconhecia esta canção cujo tema não aprecio e cuja música me agrada. Mas o que admiro e acho uma coisa tremenda e comovente é a dupla interpretação que o Ney faz quando interpreta canção e personagem como ninguém ou poucos.
Basta de clamares inocência
Eu sei todo o mal que a mim você fez
Você desconhece consciência
Só deseja o mal a quem o bem te fez
Basta, não ajoelhes, vá embora
Se estás arrependida, vê se chora
Quando você partiu, me disse: "Chora!", não chorei
Caprichosamente fui esquecendo que te amei
Hoje me encontras tão alegre e diferente
Jesus não castiga o filho que está inocente
(Cartola)
Basta de clamares inocência
Eu sei todo o mal que a mim você fez
Você desconhece consciência
Só deseja o mal a quem o bem te fez
Basta, não ajoelhes, vá embora
Se estás arrependida, vê se chora
Quando você partiu, me disse: "Chora!", não chorei
Caprichosamente fui esquecendo que te amei
Hoje me encontras tão alegre e diferente
Jesus não castiga o filho que está inocente
(Cartola)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Secos e Molhados - Sangue Latino + O Vira
Sim, há vida noutros planetas. Ney Matogrosso, aqui ainda nos Secos e Molhados, é de outro planeta musical, exuberante e inclassificável. É fantástico como este vídeo de 1973 tem espaço para ser actual pela força da novidade ou da criatividade que ele induz. Ney é um "animal de palco" que acompanha as suas canções com uma dimensão cénica incomparável.
No tema O Vira em certa altura ele dança mesmo um Vira como no folclore português. É demais.
No tema O Vira em certa altura ele dança mesmo um Vira como no folclore português. É demais.
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