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sábado, 22 de janeiro de 2011

Gal Costa e Tom Jobim - Dindi

Palavras muito simples e muito belas numa voz muito doce de alguém cheio de simpatia. E um piano único, perfeito.

Céu, tão grande é o céu
E bandos de nuvens que passam ligeiras
Pra onde elas vão
Ah! eu não sei, não sei
E o vento que fala nas folhas
Contando as histórias
Que são de ninguém
Mas que são minhas
E de você também
Ah! Dindi
Se soubesses o bem que eu te quero
O mundo seria, Dindi, tudo, Dindi
Lindo Dindi
Ah! Dindi
Se um dia você for embora me leva contigo, Dindi
Fica, Dindi, olha Dindi
E as águas deste rio aonde vão eu não sei
A minha vida inteira esperei, esperei
Por você, Dindi
Que é a coisa mais linda que existe
Você não existe, Dindi
Olha, Dindi
Adivinha, Dindi
Deixa, Dindi
Que eu te adore, Dindi... Dindi
(Antonio Carlos Jobim, Aloysio de Oliveira, Ray Gilbert)

domingo, 12 de abril de 2009

Gal Costa - Olhos Verdes

Quando a inspiradora e o compositor certos estão no momento e lugares certos dão assim músicas como esta. Isto é muito melhor do que esperar pelo alinhamento de planetas.

Vem de uma remota batucada
Uma cadência bem marcada
Que uma baiana tem no andar
E nos seus requebros e maneiras
Na graça toda das palmeiras
Esguias, altaneiras
A balançar
São da cor do mar, da cor da mata
Os olhos verdes da mulata
São cismadores e fatais são fatais
E um beijo ardente, perfumado
Conserva o travo do pecado
De saborosos cambucás
(Vicente Paiva)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Gal Costa e Chico Buarque - Biscate

Difícil de ouvir, de cantar e até de ler. Mas cómica.

Vivo de biscate e queres que eu te sustente
Se eu ganhar algum vendendo mate
Dou-te uns badulaques de repente
Andas de pareô, eu sigo inadimplente

Chamo você pra sambar
Levo você pra benzer
Fui pegar uma cor na praia
E só faltou me bater, é
Basta ver um rabo de saia
Pro bobo se derreter

Vives na gandaia e esperas que eu te respeite
Quem que te mandou tomar conhaque
Com o tíquete que te dei pro leite
Quieta que eu quero ouvir Flamengo e River Plate

Faço lelê de fubá
Faço pitu no dendê
Sirvo seu pitéu na cama
E nada dele comer, ai
Telefone, é voz de dama
Se penteia pra atender

Vamos ao cinema, baby
Vamos nos mandar daqui
Vamos nos casar na igreja
Chega de barraco
Chega de piti

Vamos pra Bahia, dengo
Vamos ver o sol nascer
Vamos sair na bateria
Deixe de chilique
Deixe de siricotico
(Chico Buarque)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Gal Costa e Djavan - Azul

E para hoje um tema classicão: Azul ao vivo para a gente cantar e balançar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Gal Costa - Voyeur

Acabada de pescar. Uma música para nos tirar do sofá ou da secretária do PC e nos lançar a dançar pela sala.

Voyeur,
Eu vou seguindo você,
Na sua dança, na sua leveza;
Estender
Meus olhos sobre você,
E assim vou descobrindo a beleza;
Colher,
No meu cantinho de terra,
A flor que nasceu por você.
Vem ver
Meu coração bater por você.

Arder
No poro, no pelo, na pele
De tudo que saia da sua presença;
Doer,
Se não responde ao recado,
Se não me dá sua correspondência.
Quem lê
No meu mais íntimo plano
Onde é que se esconde você,
Vai ver
Meu coração bater por você.

Vem ver, vem ver
Meu coração bater por você.

Vem me dar carinho,
Vem fazer lelê,
Vem me dar um cafuné,
Me fazer um chazinho.
Corda que amarrou, cobra que picou,
Sede não secou, alma desandou.
E leia na minha mão
O seu nome na linha da vida
Que corre atrás de você.

Vem ver, vem ver
Meu coração bater por você.
(Péri)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Gal Costa - Trem das 11

Um dia o meu tio emprestou-me uma cassete áudio, daquelas que havia de 90 minutos, cheia de MPB. E foi assim que aprendi o Trem das 11. Um clássico. Em todas as versões o público tem que cantar a sua parte e acaba tudo numa grande festa.

A primeira versão que eu ouvi era bem mais rápida do que esta do vídeo. Veja-se a diferença: uma tem 5 minutos e esta no vídeo abaixo, provavelmente mais antiga, vai aos 7 e 27 segundos e pelo corte parece que ainda não iria acabar.

E quem é que fez esta canção em 1964? Sabem? Nem eu: Adoniran Barbosa. Que afinal nem se chamava assim, mas cantava ASSIM.

Minhas senhoras e meus senhores: GAL COSTA!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Gal Costa - Volta

Quantas noites não durmo,
A rolar-me na cama
A sentir tantas coisas
Que a gente não pode explicar quando ama
O calor das cobertas
Não me aquece direito
Não há nada no mundo
Que possa afastar esse frio do meu peito
Volta
Vem viver outra vez ao meu lado
Não consigo dormir sem teu braço
Pois meu corpo está acostumado
Volta
Vem viver outra vez ao meu lado
Não consigo dormir sem teu braço
Pois meu corpo está acostumado
(Lupicínio Rodrigues)

Depois de escutar uma canção destas, criada e cantada na língua que eu falo, sinto muito pouca necessidade de escutar outras só porque elas pertencem a uma língua e cultura "dominantes".

Lupicínio Rodrigues é uma descoberta recente. As versões originais não me seduzem muito mas as versões "modernizadas", com esta na voz e na pessoa da Gal Costa, são arrebatadoras. Já escutei outras pelo Caetano e são igualmente lindíssimas. A beleza dos poemas talvez resida no facto de os seus poemas partirem de histórias da sua vida.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Gal Costa - De Amor Eu Morrerei

Sem palavras...

...para a flor no cabelo
...para esta voz toda
...para o registo de agudos doces
...para a expressão do rosto
...para a coragem livre de estar assim no palco
...além de Gal.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Gal Costa - Índia

Lembro-me da Gal Costa desde criança. No programa "Quando o Telefone Toca" do RCP(?), que a minha mãe escutava diariamente, a Gal Costa era uma presença obrigatória cantando "Índia". Sempre. E eu gostava de ouvir enquanto brincava. E hoje ainda gosto mais. Porque admiro um poema de amor, uma melodia e uma grande voz.

Índia (J. A. Flores / M. O. Guerreiros / José Fortuna)

Índia, teus cabelos nos ombros caídos
Negros como as noites que não têm luar
Teus lábios de rosa para mim sorrindo
E a doce meiguice desse teu olhar
Índia da pele morena
Tua boca pequena eu quero beijar
Índia, sangue tupi, tens o cheiro da flor
Vem que eu quero te dar
Todo o meu grande amor
Quando eu for embora para bem distante
E chegar a hora de dizer-te adeus
Fica nos meus braços só mais um instante
Deixa os meus lábios se unirem aos teus
Índia, levarei saudade
Da felicidade que você me deu
Índia, a tua imagem sempre comigo vai
Dentro do meu coração
Todo meu Paraguai
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Nesta gravação (abaixo) o som não está tão bom como AQUI