Poética melódica em alto expoente! Até o Chico Buarque aparece abismado.
Nossa velha amizade nasceu
De uma luz que acendeu
Aos olhos de Abril
Com cuidado e espanto eu te olhei
No entanto você sorriu
Concedendo-me a graça de ver
Talhado em você a nobreza de frente
O amor se desnudando
No meio de tanta gente
Um doce descascado pra mim
Eu guardo pro fim
Pra comer demorado
Uma grande amizade é assim
Dois homens apaixonados
E sentir a alegria de ver
A mão do prazer acenando pra gente
O amor crescendo enfim
Como capim pros meus dentes
(Djavan)
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Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha, em graça, em vida, em força, em luz
Céu azul que vem
Até onde os pés tocam a terra
E a terra inspira e exala seus azuis
Reza, reza o rio
Córrego pro rio e o rio pro mar
Reza a correnteza, roça a beira, doura a areia
Marcha o homem sobre o chão
Leva no coração uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão da infinita beleza
Finda por ferir com a mão essa delicadeza
A coisa mais querida, a glória da vida
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha, em graça, em vida, em força, em luz
(Caetano Veloso)
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Gal Costa e Djavan - Azul
E para hoje um tema classicão: Azul ao vivo para a gente cantar e balançar.
sábado, 21 de março de 2009
Carol Welsman e Djavan - Oceano
Cordas vocais, cordas de piano, cordas de guitarra, um pouco de poesia, outro de melodia e eis-nos na magia do Oceano.
Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecerá de mim?
Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...
Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...
Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...
Só sei viver
Se for por você!
(Djavan)
Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecerá de mim?
Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...
Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...
Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...
Só sei viver
Se for por você!
(Djavan)
quarta-feira, 18 de março de 2009
Mart'nália e Djavan - Celeuma
Hoje é dia de continuar com Mart'nália e de iniciar Djavan por estas bandas.
De Mart'nália eu nunca diria que a pessoa tão cómica que cantou com o Chico Buarque AQUI teria depois uma postura tão adequada ao tema Celeuma com Djavan.
De Djavan, ele é mais do que conhecido. É esse grande artífice da nossa língua. Escolhe termos menos usuais mas de grande sabor poético. Para não falar das imagens por onde nos leva. Como compositor, cada música tem uma identidade distinta e única.
Para mim Djavan tem músicas que não me canso de ouvir e outras que me soam algo monótonas.
CELEUMA
Não me deixe sem me ouvir falar
não me faça um troço desse
depois não adianta mãe pra ajudar
é bronca pra ninguém resolver
sem você seria pobre e infeliz
e essa tal eu mal conheço
pois nem que eu estivesse fora de mim
jamais iria com essa aí
por um nada você paga
e quem acaba no sal sou eu
sai comprando sem olhar
o que essa gente quer vender
encrencado, acusado
por uma falta que não condiz
eu prefiro morrer
a dar ouvido a celeuma
e lhe perder
(Djavan)
De Mart'nália eu nunca diria que a pessoa tão cómica que cantou com o Chico Buarque AQUI teria depois uma postura tão adequada ao tema Celeuma com Djavan.
De Djavan, ele é mais do que conhecido. É esse grande artífice da nossa língua. Escolhe termos menos usuais mas de grande sabor poético. Para não falar das imagens por onde nos leva. Como compositor, cada música tem uma identidade distinta e única.
Para mim Djavan tem músicas que não me canso de ouvir e outras que me soam algo monótonas.
CELEUMA
Não me deixe sem me ouvir falar
não me faça um troço desse
depois não adianta mãe pra ajudar
é bronca pra ninguém resolver
sem você seria pobre e infeliz
e essa tal eu mal conheço
pois nem que eu estivesse fora de mim
jamais iria com essa aí
por um nada você paga
e quem acaba no sal sou eu
sai comprando sem olhar
o que essa gente quer vender
encrencado, acusado
por uma falta que não condiz
eu prefiro morrer
a dar ouvido a celeuma
e lhe perder
(Djavan)
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